A sobrecarga de trabalho enfrentada pelos médicos-legistas da Paraíba pode comprometer a liberação de corpos no Instituto Médico Legal (IML), além de agravar os atrasos na emissão de laudos periciais. O alerta é da Associação dos Peritos Oficiais Médico-Legais da Paraíba (APML), que atribui o problema ao déficit de profissionais.
A associação afirma que a atual estrutura já limita a capacidade de resposta da perícia oficial no estado. Segundo a entidade, se o cenário persistir, os impactos tendem a se intensificar, afetando tanto a produção de provas técnicas quanto os prazos para liberação de corpos.
“Trabalhar com um déficit tão grande adoece o profissional. Há um desgaste mental extremo e diário. Lidamos com a morte e a violência em condições estruturais que precisam melhorar, recebendo uma insalubridade que não reflete o risco e o peso real da nossa atividade”, afirma o presidente da APML, Patrício Eduardo.
Ainda segundo o presidente, atrasos na conclusão destes exames repercutiva negativamente em toda cadeia da Justiça e por isso é ‘urgente a adequação do efetivo’.
PAUTA83
Com MaisPB






